quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Minha vida, meus modos, meus caminhos tortos...


impliquei com a palavra escolha. impliquei, não, me apeguei, grudei feito chiclé na havaianas, se é que chiclé gruda nas sagradas chinelas. a vida é feita de escolhas (ô jeitinho mais clichê de voltar a escrever no blog).

escolhi clicar no link que a Ana, colega distante, mas tão próxima do que sou-penso-quero-repenso, publicou no facebook. seu blog. e deu vontade de voltar pra cá, de exercitar minha escrita. quero falar sobre escolha. não sei por onde começar.

é um baita exercício respeitar as escolhas das pessoas, respeitar e entender que, na maioria das vezes, o que elas escolhem não é o que escolheríamos para a gente. a falta desse exercício causa flacidez mental, nos leva à crítica, ao pré-conceito... e como perdemos tempo com isso...

pensar em escolhas me remete à palavra realidade... palavra esta tão, mas tão relativa, tão mutável, tão flexível... a minha realidade simplesmente adora o desenho, a textura e a carinha amável de uma lagartixa... pergunta outra pessoa o que ela acha desse bichinho... exemplo bobo, eu sei. mas é exatamente isso... vivemos em um mundo comum, com leis, regras e fundamentos comuns... isso é o mínimo necessário para vivermos todos com os pés grudadinhos neste planeta, sem esquecer, claro, da bendita gravidade... valeu aí, senhora gravi! compartilhando de uma mesma superfície, cada um carrega dentro de si a sua realidade, que leva às suas escolhas... ou seria o contrário? enfim, isso pouco importa.

o importante é pensarmos nessa palavrinha – escolha.

quais são as tuas escolhas? me conta, eu quero saber. prometo me colocar no teu lugar. prometo aceitar. prometo te respeitar. prometo. de coração.

quer saber das minhas? eu te conto, desde que tu entenda que elas são minhas e, até onde elas não interfiram na tua vida, tu não tens direito de se meter, tampouco de pré-conceituar e de achar o que é melhor pra mim, ok?!

esse respeito e aceitação não é sinônimo de apatia ao próximo, de ver a casa do vizinho pegar fogo e ficar de braços cruzados, pensando: foi uma escolha dele não ter trancado o gás antes de sair pra  viajar. óbvio que não é isso. respeitar as escolhas das pessoas é amá-las e aceitá-las como elas são, sem perder tempo em querer mudá-las, mas sim, contribuir para o crescimento delas. é uma linha tênue a que separa o "se meter na vida" com o "cooperar para a sua evolução".

pensa nisso.

antes de levantar da cama, ao invés de pensar "que merda que não é sábado", promete pra ti mesmo "vou passar o dia inteiro sem julgar, sem falar das escolhas dos outros, sem tirar conclusões precipitadas, pré-conceituadas no que eu acho ser o correto"... é difícil, faço esse exercício diariamente e sempre caio na tentação. dias mais, outros menos.