quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

branca


aí chega um momento da tua vida que tu decide dar um passo adiante, decide morar junto, casar, juntar as escovas de dentes e as dívidas. e tu, que é filha de uma sociedade machista, com muita gente não sabendo lidar com seus quereres, mergulhada no medo e em outro tanto de coisas descabidas, consegue realizar a façanha de ser feliz, de ter um cotidiano bonito com alguém, bonito e respeitoso, bonito e livre. de qualquer maneira, o alheio não perdoa: namora? não serve mais pra amizade; juntou os trapo, então... deusulivre partilhar a vidinha sem graça na mesa dum bar. balada, nem se fala... tu te torna a personificação da empata-foda. não vou ousar imaginar quando entra filho na parada. entendo que são fases, entendo que são momentos, entendo que as energias mudam, mas, gente, o lado sem gracinha de cá tremula uma bandeira branca, com bordas de sorriso, afirmando: há vida. e coração.

Nenhum comentário:

Postar um comentário