terça-feira, 3 de junho de 2014

ocaso



me beijou. salivava a certeza de que aquilo já tinha acontecido.
praticamente um re-beijo. um reencontro.
me senti em casa naquele abraço de ocaso. de acaso.
olhos negros de bondade luminosa me acarinharam a alma.
naquela parede azul, o sol deu mais vida às fotos. 
o cobertor vermelho. 
ele, ali, sentado na poltrona, fumando silêncio.
aquilo tudo já era tão meu que não tive tempo de me assustar. 
o amor me ninou.
“deixa eu cuidar de ti?”
o sol se pôs. 
adormeci. ou acordei.


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