me beijou. salivava a certeza de que aquilo já tinha
acontecido.
praticamente um re-beijo. um reencontro.
me senti em casa naquele abraço de ocaso. de acaso.
olhos negros de bondade luminosa me acarinharam a alma.
naquela parede azul, o sol deu mais vida às fotos.
o
cobertor vermelho.
ele, ali, sentado na poltrona, fumando silêncio.
aquilo tudo já era tão meu que não tive tempo de me
assustar.
o amor me ninou.
“deixa eu cuidar de ti?”
o sol se pôs.
adormeci. ou acordei.

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