sexta-feira, 13 de maio de 2011

não vale o risco... vai por mim.


É muito fácil falar na liberação da maconha, contabilizando as desvantagens que outras drogas trazem e que estão por aí, legalizadas, como o álcool... entendo que a legalização, dentro de uma teoria que nunca vai sair do papel e se tornar prática com a mesma perfeição ali escrita, acabaria com uma série de problemas que a ilegalidade de uma “erva natural” traz... mas isso tudo é uma ilusão tosca, é desculpa para maconheiro poder fumar o seu back em paz... e não me venham com defesas mais toscas ainda, me dizendo que fumam uma vez por semana, em nome do deus não sei o que... aqui não há julgamentos... o blog é meu e escrevo nele a minha opinião... não gostou? Para de me ler. Simples assim.

Se a legalização da maconha acontecesse, eu teria uma ideia para dar aos organizadores da tal lei que a legalizaria... no lugar onde vendesse a super erva “natural”, antes de tu comprar pela primeira vez, tu terias que preencher um cadastro, ir em uma reunião de N.A (narcóticos anônimos), levar o comprovante de presença para o tal do lugar e depois, sim, comprar a sua droga e desfrutá-la da “melhor” maneira... às vezes tenho vontade de entrar no meio dessas discussões de barbudos que querem mudar o mundo com suas teorias tão teóricas que nunca se tornarão realidade e falar isso, mas logo depois me bate um cansaço, um sentimento de que não vai adiantar nada...

Eu estive em uma reunião de N.A e é com o consentimento de um dependente químico limpo há 15 anos, sim, limpo há 15 anos e ainda dependente químico, pois, uma vez dependente químico, sempre dependente químico e soldado de uma batalha vitalícia e diária de começar e terminar o intervalo de 24 horas de um dia limpo... enfim, voltando ao fio da meada... é com o consentimento desse EXEMPLO de pessoa é que escrevo o termo maconheiro para quem usa maconha sem a menor intenção de ofender... lembro que ele desmistificou a coisa toda e quebrou o gelo de todos que ali estavam com um discurso fantástico: antes de qualquer coisa, a gente tem que acabar com essa historinha de que é preconceito chamar o fulano disso ou daquilo... tu suga cachaça feito uma esponja? Tu é um bêbado! Tu fuma a tua macoinha todos os dias? Tu é maconheiro e ponto final! Se a coisa não é ruim, não é marginal, a ponto deles reivindicarem a legalização, porque o pavor em se intitular maconheiro?...

Nessa reunião, ouvi a história de TODOS que ali estavam e todos,  TODOS, sem exceção, começaram o seu histórico de dependência química com a maconha, seja por qual for o motivo, a maconha foi a porta de entrada para uma viagem sem volta, para – uma batalha constante com o diabo – palavra de um dos soldados vitoriosos até tal dia.

Legalizar não é a solução para acabar com o tráfico! Ou será que a ingenuidade de quem defende a legalização da maconha é tamanha a ponto de achar que o que sustenta o tráfico é a maconha?... ah, façam-me o favor!... se vocês fumam maconha para ampliar seus horizontes, aconselho que fumem mais, porque não está fazendo efeito!... o mercado do tráfico é amplo demais, tem viciados o suficiente para continuar sustentando essa máfia, essa chaga da sociedade e, além disso, tem criatividade o bastante para fazer uma misturinha de maconha que o mercado legalizado não terá para vender...

O problema não está aí. O problema está na educação, no pensamento das pessoas acerca da maconha... muitos têm um discurso de que é o seu meio de relaxar, de diminuir a marcha, depois de um dia acelerado, é como um “antidepressivo natural”... tudo isso é entendível e até possível de ser digerido... mas e o gurizão que experimenta a maconha e tem tendência a ir mais além?... e a menina que começa a usar maconha para entrar na turma, que logo a turma passa para a cocaína e ela, para não sair do círculo, segue o baile?... e o homem que usa maconha para relaxar, que foi traído pela mulher da sua vida, que não tem um puto de um tostão para comprar uma carreira de cocaína (que ele admite usar só em casos extremos) e que acaba comprando uma pedra de crack?... e a mãe, que foi hippie e libera a maconha para o seu filho que, numa festa, convida um pessoal novo que tem uma heroína “das boa” como atração principal?... tudo isso e mais uma INFINIDADE de riscos as pessoas se colocam ao ter contato com a maconha... e se a pessoa tem uma leve tendência e/ou fraqueza, cai em outra coisa e essa outra coisa pode ser a literal ruína de uma vida, da vida de uma família inteira... o risco é muito grande e o preço que se paga é alto demais...

Cara, se tu fuma, opção tua de vida.
Se tu tem cabeça, educação e índole para saber lidar com isso numa boa, sem ultrapassar o limite onde afeta a minha liberdade, bacana, legal.
Mas não levanta uma bandeira pintada com sangue para muitas, mas MUITAS famílias...

O problema da droga já ultrapassou o patamar do problema, já é epidemia... costumamos nos dar conta disso quando somos afetados diretamente por algo... e ser afetado diretamente pela droga não é uma boa maneira de dar-se conta disso, pois quando a ficha cai, estamos no olho do furacão e sair dele é possível, sim, mas nos deixa cicatrizes tenebrosas... 

Vai por mim, fica na tua, fuma o teu back na manha, não espalha isso para o mundo, pois o que pode te ajudar a colorir o papel da tua vida, pode ser o cinza (ou as cinzas) da vida de outra pessoa...

Um comentário:

  1. É Tê! Infelizmente essa eh a nossa realidade...
    Os caras acham q o Brasil pode ser uma Holanda?? Vão ter que trabalhar muito na Educação e Segurança antes de liberar qualquer outra droga por aqui...

    Beijo, Vê

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