quinta-feira, 25 de julho de 2013

pelo caminho




gosto de dirigir. é minha terapia. a música sempre está em um volume suficiente para que eu cante alto e a música siga ainda mais alta. para mim, é um “vamo que vamo pra mais um dia”. tenho verdadeira dó de desligar o rádio quando chego no trabalho e a música ainda não acabou. costumo me enrolar pelo carro pegando a bolsa, ajeitando uma coisa ou outra até que ela acabe. mas não é sobre isso que quero registrar. 


sempre que faço esse “embromation”, o seu Edenar, o porteiro-amigo do prédio ao lado da editora que é muito além disso, já é parte bonita e sorridente do meu dia, sai para me cuidar. mais do que me cuidar, ele adora as minhas músicas. “só tu mesmo pra estar nessa alegria assim, cedinho e com esse frio. sabe que dá uma felicidade na gente ouvir a tua música?” – disse o seu Edenar com a simplicidade de sempre dele. me senti bem. quase chorei, óbvio. loucura a gente pensar que nosso estado de espírito, que o nosso existir não exerce influência sobre a vida do mundo, das pessoas ao nosso redor, quando as evidências estão aí para serem muito além de vistas. é claro que precisamos ter o nosso momento de silêncio, de pranto. eles fazem parte da evolução da coisa toda. que esses momentos durem o tempo suficiente para que haja o aprendizado, e depois que o baile siga. que siga no volume máximo, para que aquele que está ao nosso lado seja contagiado com a nossa música. o mundo nos dá o que damos para ele. 

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