quarta-feira, 2 de março de 2011

esperar



Procurei na internet alguma imagem que resumisse a palavra, o verbo esperar, já que eu queria falar sobre ela, sobre a espera... uma montanha de imagens vieram... imagens lindas e nostálgicas... me dei conta de que é um assunto nada original, já que inúmeras fotos baixadas pelo nosso sempre salvador Google têm como nome a tal da espera, o tal do esperar... sempre, sempre desesperador, seja esta espera boa ou ruim...


(é estranho como uma palavra fica estranha quando ela é repetida diversas vezes, quando ela é focadamente refletida)


Hoje, espero.
Espero o tempo passar, a tarde passar para ir até ele, fazer sorrir aquela boquinha machucada.
Espero o corpo dele trabalhar, as células se recomporem.
Espero a dor dele ir embora, acreditando que a minha mão na dele tem o poder de sanar parte do que a morfina é incapaz de tirar.
E, como uma criança inocente que acredita que o pobre mendigo é o véio do saco, todas as noites espero acordar, tê-lo ao meu lado, me acordando às pressas, sem muito romantismo, e me contando no café da manhã que teve um sonho ruim... sonhou que tinha recaído, que um ônibus tinha atingido ele e que ele agonizava de dor no hospital...


Estou triste.
Não quero mais esperar.
Não quero reagir.
Quero ficar quietinha, ao lado dele, o que me faz, automaticamente, estar ao meu lado por completo.

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